Com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) vai entrar na luta contra a AIDS. A campanha de prevenção será feita nas indústrias e sindicatos, por meio de vídeos e programas de rádio. A Comissão Nacional de Prevenção à AIDS da CUT também tem preocupações trabalhistas: é contra a exigência do teste HIV nos exames de admissão e acha que os convênios médicos das empresas devem cobrir as despesas de infectados pelo vírus. O anúncio da campanha foi feito ontem durante a reunião da direção nacional da CUT, em Cajamar, na Grande São Paulo. O projeto terá a verba inicial de US$100 mil, sendo que US$86 mil serão repassados pelo BID por meio do Ministério da Saúde e US$14 mil sairão dos cofres da CUT. O financiamento vai ser feito durante três anos e pode ser renovado se a campanha for bem-sucedida. Como a CUT tem 2.005 sindicatos filiados, a estimativa é de que 16 milhões de pessoas serão atingidas pela campanha. O primeiro passo da CUT será realizar uma pesquisa no meio sindical. Queremos saber quais as informações que o trabalhador tem sobre a doença
77184 e o que ele pensa a respeito, diz Eleonora Menicucci de Oliveira, coordenadora da comissão. A CUT também vai aproveitar a pesquisa para descobrir a dimensão do problema nas categorias. Embora não tenha números, a comissão tem informações de que o índice de contaminação é alto entre os operários da construção civil. No segundo semestre do ano que vem, será veiculado nas empresas e sindicatos um vídeo sobre a doença (O ESP).