RECORDE NA PRODUÇÃO DE CELULOSE

A produção brasileira de papel somou, neste ano, 5,4 milhões de toneladas, enquanto a de celulose e pastas foi de 5,5 milhões de toneladas-- um recorde histórico--, representando um crescimento, de 8,7% e de 3,7%, respectivamente, frente aos volumes fabricados no ano passado, segundo informou ontem a Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose (ANFPC). O faturamento do setor foi estimado em US$5,5 bilhões, com aumento de cerca de 7,8% sobre o de 1992. Nos últimos 10 anos, a taxa de crescimento médio anual da produção nacional de papel foi de 4,6% e a de celulose, de 5,3%. Os dados da ANFPC mostram que de 1989 até 1993 o setor realizou investimentos de US$6,1 bilhões. No momento, há projetos em execução no valor de US$1,5 bilhão e outros, em estudos, que corresponderiam a investimentos de US$4,4 bilhões até o final do século, mas estão condicionados a uma recuperação nos preços internacionais e a um quadro econômico mais favorável no país. Os baixos preços internacionais fizeram com que a receita de exportações em 1993 ficasse em US$1,5 bilhão, empatando com a do ano passado. Por outro lado, o valor das importações subiu 13%, somando US$330 milhões, o que produziu um saldo na balança comercial de US$1,17 bilhão (GM).