COMPLEXO DE QUINTINO ABRIGA APENAS 18 NOVAS CRIANÇAS DE RUA

Cinco meses após a chacina da Candelária, apenas 18 novas crianças foram recolhidas ao Complexo de Quintino, o centro que deveria abrigar os meninos de rua do Rio de Janeiro, segundo convênio assinado pelo governador Leonel Brizola (PDT) e o presidente Itamar Franco, em agosto. Com capacidade para hospedar quase três mil crianças, o Complexo de Quintino está quase vazio, enquanto mais de mil menores perambulam pelas ruas da cidade. A maioria dos 22 remanescentes da tragédia da Candelária se alojou na Praça Mauá, onde enfrenta novamente ameaças de grupos de extermínio. Muitos estão com doenças infecciosas. O coordenador do Complexo de Quintino, Lysâneas Maciel, atribui o atraso na reativação do centro às exigências burocráticas feitas pela presidente da Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), Alda Marco Antônio, para cumprir o convênio. Ela justifica as exigências alegando que só poderá liberar funcionários federais para o Complexo, como prevê o convênio, após aprovação de lei específica pelo Congresso Nacional (JB).