O presidente Itamar Franco pediu ontem aos dirigentes do Movimento pela Ética na Política que indicassem um representante para integrar a Comissão Especial, criada na semana passada, para auxiliar nos trabalhos da CPI da máfia do Orçamento. No encontro, no Rio de Janeiro (capital), Itamar garantiu que o objetivo de seu governo é manter a democracia e entregar o país em melhores condições ao seu sucessor. "O presidente nos disse que ninguém poderá contar com ele para patrocinar qualquer trato de força ou atitude autoritária", contou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneguelli. Além do presidente da CUT, estiveram com Itamar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Roberto Batochio; o presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Canindé Pegado; o coordenador do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), Emerson Kapaz; e o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Fernando Gusmão. Os representantes do Movimento entregaram a Itamar um documento em que pedem a apuração de todas as denúncias de corrupção no Executivo. Eles pedem também que o presidente afaste todos os suspeitos até que sejam concluídas as investigações da CPI do Orçamento e facilite o acesso do Tribunal de Contas da União (TCU), para a realização de auditorias extraordinárias no governo e nas empresas estatais. O Movimento pede ainda que o governo ingresse com ações judiciais pedindo ressarcimento aos cofres públicos contra aqueles que tenham cometido crimes de enriquecimento ilícito (O Globo).