As principais áreas de garimpo na Amazônia estão exauridas e pela primeira vez em quase 20 anos, o ouro produzido pelas empresas mineradoras será superior ao extraído pelos garimpeiros. "É um ciclo que se completa", resume o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Elmer Prata Salomão, anunciando que foram à exaustão os mais importantes garimpos do sul do Pará, norte de Mato Grosso e os existentes ao longo do rio Madeira (AM). Pelos dados do DNPM, as mineradoras vão fechar 93 com uma produção de 40 toneladas de ouro e os garimpos com cerca de 30 toneladas. O trabalho nas áreas de garimpagem na Amazônia foi reduzido praticamente, segundo Salomão, à exploração de seus rejeitos que apresentam baixo teor de minério. Além da exaustão, os garimpos ainda enfrentam uma permanente pressão da sociedade por causa da questão ambiental, com a desativação temporária de alguns deles. "O crescimento das empresas mineradoras é um fato novo e positivo. A atividade é mais organizada-- recolhe impostos, honra os direitos trabalhistas e significa maior respeito ao meio ambiente", afirma o diretor do DNPM. O contrabando também experimentou uma drástica redução durante o ano de 93, não chegando a mais do que 5% de toda a produção de ouro no país (JB).