O comandante da Escola Superior de Guerra (ESG), brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla, disse ontem temer que "a população se rebele" diante da situação de miséria e corrupção. "Nossa preocupação é que, acontecendo esse tipo de quebra da ordem, nós (militares) sejamos envolvidos. Não é que a gente queira", afirmou. Indagado se os baixos salários dos militares poderiam acarretar a "quebra da ordem", o brigadeiro afirmou que "a miséria de 32 milhões de brasileiros é mais perigosa do que o salário dos militares". Para o comandante da ESG, Executivo e Judiciário devem seguir o exemplo do Congresso Nacional, "que faz um papel bonito de depuração". Ferolla criticou também a votação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o recurso do ex-presidente Fernando Collor de Mello para anular o impeachment votado pelo Senado Federal. "Politicamente, foi uma decepção. Os anseios do povo são outros. O Supremo deveria ter feito uma análise mais política do assunto", afirmou (FSP).