ARGENTINOS APÓIAM MEDIDAS RESTRITIVAS AO MERCADO DE TRABALHO

Oito em cada 10 argentinos são favoráveis ao estabelecimento de uma lei que limite a possibilidade de trabalho de imigrantes, segundo uma pesquisa publicada ontem pelo jornal "Página 12", de Buenos Aires. Entre os entrevistados, 81% são favoráveis a uma lei que limite a mão-de-obra estrangeira e 50% deles aprovam o decreto governamental que autoriza a expulsão de estrangeiros ilegais no país. Os dados se tornam ainda mais significativos se se leva em conta que é o setor mais pobre da população que apóia, numa proporção de 70%, a expulsão de imigrantes ilegais, ainda que o segmento mais rico da sociedade também aprove essa medida. O sociólogo responsável pelo estudo, Heriberto Muraro, afirma que, sendo os atuais imigrantes paraguaios, bolivianos, chilenos e brasileiros, não se trata de um conflito racial mas sim de um problema fundamentalmente econômico, gerado pelas altas taxas de desemprego. O governo argentino anunciou que a partir de 1994 serão expulsos do país os imigrantes que não tenham em ordem seus documentos, situação em que o governo calcula estar meio milhão de estrangeiros (GM).