Produtores brasileiros e argentinos de metais não-ferrosos estão propondo aos governos dos dois países tarifas externas comuns para a importação de metais primários de países fora do bloco de até 18%. Em um documento enviado ao governo brasileiro no mês passado, os produtores afirmam que vários motivos levaram à solicitação das alíquotas, como a inexistência de uma política industrial específica para o setor em ambos os países, a depressão dos preços internacionais e sua discrepância e a falta de legislação ágil e específica que possa proteger os investimentos e preservar as indústrias dos dois países. Segundo Francisco Teixeira de Sá, diretor comercial da única produtora de cobre eletrolítico no âmbito do MERCOSUL, a Caraíba Metais, não há justificativa produto a produto para a sugestão das alíquotas. "Levamos em conta os problemas de cada país, como câmbio na Argentina e a tributação no Brasil, e resolvemos sugerir uma tarifa próxima do que o Brasil vem negociando no Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT)", diz. Os insumos utilizados pelos produtores-- concentrados de chumbo, cobre e zinco-- teriam uma alíquota de importação zero, segundo o proposto no documento. Mas a importação de chumbo e zinco metálico, hoje com alíquota zero, passaria para 15%, e a de cobre, níquel e ferro-níquel, para 10%. Alumínio e estanho não estão incluídos no documento enviado ao governo brasileiro. O secretário-geral do Instituto de Metais Não-Ferrosos (ICZ), Douglas Mellhem Júnior, admite que, se adotadas, tais tarifas poderão encarecer a cadeia produtiva, levando a um aumento dos preços dos produtos finais. Isso aconteceria se o sistema não fosse bem administrado, se não
77037 percebessem que hoje, estamos mais sendo atingidos pelo que encarece a
77037 produção, como os impostos, do que pelo que barateia a importação, diz (GM).