PQU FICA SEM COMPRADORES

A privatização da Petroquímica União (PQU) fracassou por falta de compradores. O leilão da empresa, que foi encerrado ontem na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), foi considerado anulado porque das 50 milhões de ações ofertadas, apenas 3,4 milhões foram negociadas. Como não houve acordo entre os empresários do setor petroquímico e o governo quanto ao preço da nafta-- matéria-prima da PQU para produção de eteno--, a Comissão Diretora já sabia que a ameaça dos potenciais compradores de não comparecerem ao leilão se concretizaria. Com isso, a PQU, segundo o presidente da comissão, André Franco Montoro Filho, só deverá ser privatizada no prazo mínimo de um ano. Os potenciais compradores da empresa e seus clientes-- Union Carbide, Polibrasil, Ipiranga, Oxiteno e Companhia Brasileira de Estireno-- travaram uma queda de braço com o governo e em nota oficial informam que "deixaram de comparecer ao leilão pela inexistência de uma regra adequada para a fixação do preço da nafta que representa 92% do custo da empresa". Álvaro Cunha, vice-presidente executivo da Unipar, que detém 28,7% das ações da PQU, disse que os consumidores da empresa, que formaram o pool junto com a Unipar para obter o controle da central de matérias-primas, não poderiam entrar em um leilão sem uma regra confiável para o preço da nafta. "Nossa intenção não é boicotar a privatização, fizemos de tudo para comprar a empresa e infelizmente não houve acordo", disse (JB).