O governo está revendo para algo em torno de US$132 bilhões a previsão de maturação da dívida mobiliária interna federal ao longo de 1994, envolvendo o principal e os encargos. A nova estimativa é substancialmente mais elevada do que o valor de US$62 bilhões previsto anteriormente, na proposta original para o que vem, enviado ao Congresso Nacional em agosto. A diferença em parte se explica pelo fato da reestruturação da dívida externa contratada com os bancos credores privados ter sido postergada para até 15 de abril do ano que vem. A maior parcela da diferença, no entanto, deve ser creditada a mudanças na projeção do Tesouro Nacional quanto ao perfil de vencimento dos títulos que serão levados a mercado, no ano que vem, para "rolar" a dívida vincenda. No orçamento enviado em agosto, os cálculos levaram em consideração que a dívida seria rolada com títulos cujo prazo modal variava em torno de 15 meses (cerca de 10% da dívida seria rolada com prazo de três meses) com taxas de juros reais mais baixas do que a projeção atual. A nova combinação de taxas mais elevadas com prazos mais curtos tem um efeito multiplicador na necessidade de financiamento porque praticamente dobrar o valor da rolagem, inchando o orçamento (GM).