O Movimento pela Ética na Política quer lançar uma campanha nacional contra a corrupção, pedindo a rápida e efetiva punição daqueles que pagaram ou receberam propinas. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores (CGT), União Nacional dos Estudantes (UNE), Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), entre outras entidades, se reuniram ontem para traçar as metas do programa, que inclui contatos com o presidente Itamar Franco. A idéia é orientar a sociedade para o desencadeamento de uma operação semelhante à "mãos limpas", em curso na Itália. A OAB criará uma comissão de notáveis, composta sobretudo por juristas, para assessorar as ações dos três poderes-- Executivo, Legislativo e Judiciário-- no combate à corrupção. O grupo ofereceria fórmulas legais de penalização rápida dos responsáveis por crimes desse tipo. Segundo o presidente do PNBE, Emerson Kapaz, há uma tentativa de abafamento das denúncias de corrupção e a sociedade precisa se articular para forçar a conclusão das investigações. Ele acha que existem dispositivos legais para coibir a corrupção, como é o caso da Lei 8.429, que possibilitaria o rápido julgamento dos culpados de "crimes do colarinho branco". "Só falta vontade política para isso", afirmou (GM) (O Globo).