Um grupo de alemães lançou no Seminário Águas, realizado semana passada em Salvador (BA), as linhas básicas de um Plano Marshall Ecológico. A idéia é reunir os mesmos esforços usados pelos países na reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial, para recuperar e preservar o meio ambiente. O documento propõe uma reestruturação fiscal a favor do ambiente nos países industrializados, e uma cooperação global baseada em quatro pontos: proteção do clima, salvamento dos bosques, estabilização do crescimento demográfico e cooperação Oeste-Leste em assuntos ambientais. A proposta é reduzir o consumo de energia usando recursos renováveis. O plano também propõe medidas para reduzir os índices de dióxido de carbono no ar, com incentivos financeiros. Os países devem apresentar planos nacionais obrigatórios de gestão florestal para exploração, preservação e o desenvolvimento sustentado dos bosques. O Terceiro Mundo receberá ajuda financeira e técnica para capacitar mulheres, reduzir a mortalidade infantil, desenvolver um sistema de seguridade social e controlar a natalidade. Estas medidas visam a conter o crescimento demográfico dos países pobres. O documento propõe ainda que os países da Europa Oriental recebam financiamento para reduzir os riscos ambientais causados por instalações nucleares (JB).