As indústrias brasileiras estão trabalhando para diminuir sua ineficiência produtiva em detrimento de investimentos em pesquisa e tecnologia. Ou seja, as empresas estão racionalizando sua produção para competirem em um mercado retraído. Mas a falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento pode levá-las a perder o bonde da história da competitividade industrial. Os investimentos em inovação tecnológica se limita a poucas indústrias, consideradas "top" de linha. Nas demais, preocupações com eficiência internacional ainda é uma realidade distante. De um total de 660 empresas, 36,7% desconhecem a ISO 9000, a norma que regulariza a qualidade internacional da produção. Estas são as principais conclusões do "Estudo da Competitividade da Indústria Brasileira", divulgado ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O estudo diz que os empresários enumeraram as altas taxas de juros (80%), os impostos (78,9%) e os encargos sociais (70,9%) como os principais empecilhos para o desenvolvimento competitivo de sua empresa (FSP).