ELETROBRÁS FECHA ACORDO PARA PAGAR DÍVIDA DE US$800 MILHÕES

A ELETROBRÁS e suas quatro coligadas (FURNAS, ELETRONORTE, ELETROSUL e CHESF) fecharam anteontem acordo com empreiteiras para pagamento de uma dívida antiga, contraída ainda no governo Sarney, de quase US$800 milhões, em condições favorecidas e em valores bem acima dos anteriormente estimados pela própria estatal do setor elétrico. O acordo foi firmado, apesar das investigações da CPI do Orçamento sobre a existência de um esquema paralelo de poder e corrupção, dirigido pelas maiores empreiteiras do país. A dívida global com mais de duas mil empreiteiras, empresas de consultoria e fornecedores de equipamentos tinha sido estimada em US$635 milhões, em junho último, pela própria ELETROBRÁS. Pelo acordo, o valor subiu, ficando entre US$750 milhões e US$800 milhões. O presidente José Luís Alqueres, e o diretor financeiro da estatal, Marcos José Marques, explicaram que a diferença de quase US$165 milhões deve ser atribuída a critérios diferentes de correção dos débitos. "O valor de US$635 milhões inicialmente estimado não envolvia todos os credores e foi baseado em outra fórmula de correção", explicou Marques. Ele não detalhou a diferença de fórmulas nem especificou que credores foram incluídos. As maiores empreiteiras receberão da ELETROBRÁS a seguinte quantia: Grupo Odebrecht (US$58,4 milhões), Camargo Corrêa (US$45,1 milhões), Andrade Gutierrez (US$29,9 milhões), Mendes Júnior (US$15,3 milhões), Themag (US$14,3 milhões) e Sade Engenharia (US$9,2 milhões) (O ESP).