Os produtores rurais dos países do MERCOSUL, particularmente brasileiros e argentinos, devem procurar aproximar-se, para facilitar a integração de fato e a exploração conjunta de um mercado formado por 200 milhões de consumidores. Este foi o conselho que o consultor em negócios da agricultura e assessor do Ministério da Agricultura da Argentina, Hector Ordon~ez, deu aos participantes do Encontro Estadual de Cooperativismo, encerrado ontem, em Curitiba (PR). "Os contratos mostrarão aos produtores dos dois países que os pontos comuns de problemas e interesses são maiores que as diferenças", disse Ordon~ez, para quem as atuais complicações em termos de tarifas, proteção e ameaças à competição não passam de "exercícios de barganha, naturais nos primeiros contatos". As cooperativas rurais, segundo ele, são mais que apropriadas para o trabalho de aproximação entre os agricultores: representam milhares de associados e têm a uni-las a doutrina cooperativista. Devem usar os pontos comuns para impulsionar intercâmbio tecnológico, capacitação de produtores, ajustes de produção conjunta e de parcerias, através da criação de empresas binacionais ou joint ventures. "Através das cooperativas, poderá se viabilizar a participação dos produtores rurais de pequeno porte, dos quatro países, no Mercado Comum", declarou. Ele definiu como "problema de primeiro contato" o episódio de proibição à entrada de pintinhos de um dia brasileiros na Argentina. "É uma questão de conjuntura, que é conflitiva. Mas os interesses de longo prazo irão equilibrando tudo", afirmou (GM).