DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

Apesar dos bilhões de dólares gastos na busca de uma vacina ou cura para a AIDS, um simples preservativo ainda é o melhor método de prevenção. Essa foi a mensagem que ecoou pelo mundo ontem, Dia Internacional de Luta contra a AIDS. Na França, ativistas cobriram o obelisco de 22 metros de altura da Place de La Concorde com uma camisinha rosa. Em Berlim (Alemanha) houve protesto contra a discriminação aos doentes e em Nova Iorque (EUA) os principais museus e galerias participaram do Quinto dia anual sem Arte, uma manifestação silenciosa de pesar pelas vítimas da doença, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) já matou 13 milhões de pessoas. Em São Paulo (SP), a data foi comemorada no vão Livre do Masp. Durante sete horas, por um pequeno palco passaram grupos musicais e artistas. A cada 30 horas, um morador de Santos (SP) morre de AIDS. Apesar de o trabalho com portadores da doença ser reconhecido pelos organismos internacionais, a cidade mantém a liderança em números de casos relativos: para uma população de cerca de 430 mil habitantes, Santos tem 1.574 casos registrados. No Rio de Janeiro (RJ), um abraço no Hospital Gafrée Guinle, centro de referência em AIDS, e a "crucificação" de uma integrante do Grupo Pela Vidda, para alertar para o crescimento do número de mulheres infectadas pelo vírus, marcaram a comemoração. As Organizações Não-Governamentais (ONGs) que realizam trabalhos ligados à AIDS estiveram à frente das manifestações nos principais pontos da cidade (O ESP).