Os líderes das principais associações científicas de 12 países das Américas divulgaram ontem um documento que destaca a necessidade de criar uma fundação encarregada de financiar as atividades em ciência e tecnologia na América Latina e no Caribe, capaz de estimular a colaboração regional. Segundo o presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAC), Francisco Ayala, a formação de um bloco científico no hemisfério ocidental agilizaria a retomada econômica de toda a região. O presidente da Academia de Pesquisa Científica do México, Antonio Pen~a, considera importante a ampliação da participação de cientistas e estudantes em projetos conjuntos e intercâmbios. Entre as recomendações do documento destacam-se a garantia do incremento de recursos financeiros para a pesquisa junto aos governos e ao setor privado e o estímulo à cooperação internacional na área através de redes de informática. Na área de diversidade biológica, os representantes da iniciativa pretendem equilibrar as políticas científicas e públicas com as exigências da agricultura, mineração, silvicultura, urbanização, populações indígenas e uso das florestas com reservas extrativistas e como exploração da biodiversidade. A Iniciativa de Colaboração Científica do Hemisfério Ocidental será dirigida por um comitê de 11 membros, integrado por cientistas e articuladores de políticas dos EUA, México, Brasil, Colômbia, Uruguai, Venezuela e Porto Rico (JB).