O comando da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Orçamento decidiu ontem prorrogar por mais 45 dias-- até 17 de janeiro-- os trabalhos da comissão. A CPI recebeu uma lista com os nomes de 16 novos parlamentares que seriam ligados a empreiteiras envolvidas em fraude no uso de verbas públicas. A lista, elaborada pelo economista José Carlos Alves dos Santos antes de sua tentativa de suicídio, inclui na denúncia o presidente da Câmara dos Deputados, Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), o coordenador da Subcomissão de Bancos, deputado Benito Gama (PFL-BA), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, José Dutra (PMDB-AM). A lista é completada pelos senadores Louremberg Nunes Rocha (PPR-MT), levi Dias (PPR-MS), Márcio Lacerda (PMDB-MT), e Ry Bacelar (PMDB-BA) e os deputados Pinheiro Landim (PMDB-CE), Eraldo Tinoco (PFL-BA), José Carlos Aleluia (PFL-BA), Felipe Mendes (PPR-PI), Ubiratan Aguiar (PMDB-CE), José Maranhão (PMDB-PB), Humberto Souto (PFL-PE), Israel Pinheiro Filho (PTB- MG) e Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP). Ao contrário dos 34 nomes envolvidos no início da CPI, os novos acusados não terão seu sigilo bancário e fiscal automaticamente quebrado, nem prestarão depoimento. Decidiu-se fazer uma investigação prévia, de no máximo dois dias, pelas subcomissões de Emendas e Subvenções. Se for encontrada alguma emenda suspeita ligando os nomes às empreiteiras, eles serão investigados pelas subcomissões de Patrimônio e Bancos e só então poderão ser chamados a depor (FSP).