SETOR ELÉTRICO TEM MODELO DE PRIVATIZAÇÃO DEFINIDO

O modelo de privatização do setor elétrico está definido. Em reunião realizada na semana passada, os integrantes do Conselho Superior do Sistema ELETROBRÁS (Consise) decidiram por unanimidade que os ativos das empresas federais não serão vendidos. Terá prioridade a abertura do capital das empresas-- FURNAS, ELETROSUL, ELETRONORTE e CHESF--, mas o capital votante será mantido pelo governo. O Consise é formado pela diretoria da ELETROBRÁS e pelos presidentes das subsidiárias. A idéia central, adotada pelo Consise, é de que torna-se preciso uma
76843 ação conjunta entre o Estado e a iniciativa privada, sem que se abra mão
76843 do patrimônio federal, disse o presidente de FURNAS, Marcelo Siqueira. A decisão do Consise representou uma derrota para o presidente da ELETROBRÁS, José Luís Alqueres, que duas semanas antes apresentou ao Ministério da Fazenda proposta pela qual as próprias empresas seriam incluídas na privatização (O ESP).