ESTUDO SUGERE CULTIVO PARA ÁREAS DESMATADAS NA AMAZÔNIA

Os sistemas agroflorestais no Estado do Amazonas devem ser implementados em áreas já desmatadas. A orientação é do Instituto de Desenvolvimento dos Recursos Naturais e Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (IMA), que acaba de divulgar relatório final com os resultados dos trabalhos feitos com membros da comunidade científica e representantes de órgãos ambientalistas e da sociedade civil, que participaram do 1o. Seminário Estadual de Fortalecimento Institucional para o Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais. O programa é financiado com recursos do Grupo dos Sete Países mais ricos (G-7). O relatório propõe a criação de um centro de sensoriamento remoto para o monitoramento dos desmatamentos e queimadas, além de uma maior fiscalização do cumprimento da lei sobre parcelamento do solo urbano para projeto residencial, áreas verdes, áreas institucionais e de domínio comum. Outra orientação é a necessidade de se desencadear uma ação civil pública em conjunto com o Ministério Público, para obrigar a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) a cumprir o papel de órgão técnico de saneamento. Além disso, o monitoramento dos cursos de água nas áreas de maior ação do homem deve ser constante. Em relação ao assentamento rural, ficou definido que haverá seleção de áreas para criação de projetos de assentamento, como também a elaboração de anteprojetos técnicos de loteamento e obras de infra- estrutura básica, exploração agropecuária das parcelas e controle do remembramento, nos casos de implantação de grandes empresas agropecuárias. Para a questão mais polêmica, a mineração, a orientação é de se criar um programa de desenvolvimento tecnológico mineral para os processos de extração e beneficiamento em áreas garimpeiras e de empreendimentos de mineração. Foi detectada a necessidade de elaborar um diagnóstico ambiental das áreas de garimpo. Com mais de três mil espécies da ictiofauna de água doce, a Amazônia necessita, também, organizar uma estrutura que contemple o setor alimentício e de pesquisa. A proposta do IMA é a de assumir a frente do setor pesqueiro como órgão de normatização e desenvolvimento. Outro problema na região é a ausência de conhecimento técnico- científico sobre a fauna e a flora, principalmente em relação aos ecossistemas de várzeas, que têm papel fundamental nos aspectos sócio- econômicos do estado. O relatório propõe, ainda, a reavaliação das unidades de conservação estaduais já criadas (JC).