Um documento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denuncia que a Polícia Militar de São Paulo espancou crianças e mulheres durante a desocupação das fazendas Ribeirão dos Bugres e Jangada, em Getulina (SP), ocupada por 2.500 famílias de sem-terra, no último dia 19. O documento pede que os responsáveis pela violência sejam enquadrados criminalmente e faz críticas ao governador Luiz Antônio Fleury (PMDB). "É sabido que o chefe do Executivo (governador Fleury) é ex-capitão da milícia, e o massacre do Carandiru foi burilado de forma inversa ao que apurou a OAB", diz o relatório encaminhado ao ministro da Justiça, Maurício Corrêa. O documento também revela que os policiais teriam tomado dinheiro e objetos de uso pessoal de 137 sem-terra e que existem pessoas ainda desaparecidas. A OAB relacionou os nomes de 14 crianças que teriam sido feridas pela PM (FSP).