EUA QUEREM VENDER TECNOLOGIA NA ÁREA AMBIENTAL

Depois de ter conseguido a aprovação da Câmara dos Deputados ao NAFTA, e de ter iniciado uma ofensiva para abrir mercados aos produtos norte- americanos na Ásia, o presidente Bill Clinton quer agora faturar na área ambiental. Ele pretende vender equipamentos e serviços para reduzir os níveis de poluição. Brasil, México, Tailândia e Indonésia são citados como os grandes clientes potenciais nesse setor. A demanda atual de tecnologia na área ambiental é calculada pelos norte- americanos como algo entre US$200 bilhões e US$300 bilhões. Até o ano 2000, ela chegaria a US$600 milhões. Japão e Alemanha largaram na frente na venda de equipamentos, e Clinton quer uma fatia desse bolo. Na tentativa de vencer a concorrência, o governo dos EUA resolveu aliar-se à iniciativa privada e jogar pesado no fornecimento de material para evitar a poluição e recuperar áreas já poluídas. Três setores do governo estarão engajados nisso: o Departamento de Comércio, o Departamento de Energia e a Agência de Proteção Ambiental. Eles darão cobertura a cerca de 60 mil firmas ambientais. Especialistas do setor serão agora agregados às embaixadas e consulados dos EUA em vários países, em especial na América Latina. Sua missão será ajudar a promover as companhias ambientais norte-americanas e incentivar os países a adquirirem esse tipo de tecnologia dos EUA. No ano passado, os EUA faturaram US$622 bilhões com a exportação de bens e serviços em geral. O objetivo do governo é chegar a US$1 trilhão no fim desta década (O Globo).