ARGENTINA EXIGIRÁ QUE EMPRESAS CUMPRAM LEIS

Os trabalhadores brasileiros e de outros países do MERCOSUL que vierem a trabalhar na Argentina, dentro do estabelecido pelo Tratado de Assunção, serão bem-vindos, mas os empregadores "terão que cumprir as leis em vigor", afirmou ontem o ministro da Economia, Domingo Cavallo. "A Argentina fará cumprir as leis do país em matéria social" e "não permitirá a entrada de forma ilegal dos imigrantes", acrescentou um funcionário do governo argentino, referindo-se às repetidas denúncias de ingresso dos trabalhadores de países limítrofes, e sobre o não cumprimento das normas trabalhistas vigentes por parte de seus contratantes. No último dia 19, o Ministério do Trabalho fechou partes das obras de uma construtora brasileiro-argentina depois de ter recebido denúncias de salários e condições de trabalho escravo, tendo comprovado falhas na segurança e de documentação de operários brasileiros. O ministro do Interior, Carlos Ruckauf, disse que "era preciso respeitar a mão-de-obra nacional e que para a mão-de-obra importada, como ocorre na Europa, é necessário cumprir as normas do tratado que rege o assunto, o Tratado de Assunção". "Queremos para os que vierem locais limpos e o cumprimento de normas sociais, sanitárias e de segurança. Não somos xenófobos; não estamos querendo que as pessoas deixem de vir para cá mmas que não concorram deslealmente com a mão-de-obra argentina desobedecendo-se às leis", afirmou Ruckauf. O ministro do Interior disse ainda que "estamos trabalhando com os ministérios da Economia, do Trabalho, da Saúde e Ação Social, e de Defesa, analisando a regulamentação da Lei de Imigração, para ver como impedir a atuação dos que podem afetar o desenvolvimento normal das tarefas trabalhistas ou dos direitos humanos" (JC).