O presidente Itamar Franco enviou, ontem, mensagem ao Congresso Nacional, pedindo a aprovação na mudança da data para a conclusão do acordo da dívida externa. Inicialmente prevista para o dia 30 de novembro, a data já sofreu três alterações e agora foi fixada para o dia 15 de abril de 1994. Neste dia, o Brasil fará a troca dos papéis da dívida velha pelos bônus da dívida renegociada. A mudança da data foi necessária para dar mais tempo ao Brasil de concluir o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), uma cláusula obrigatória para o fechamento do acordo com os credores privados. Com a nova data, o governo terá até o dia 20 de março de 94 para concluir as negociações com o Fundo. Isso porque o acordo com os bancos prevê que 35 dias antes da data da troca, o governo brasileiro precisa anunciar em que condições ela será feita. Embora os bancos já tenham feito as opções pelos novos bônus que representam 95,11% da dívida e comecem a assinar os contratos no próximo dia 29, em Toronto (Canadá), o governo tem ainda um problema pela frente: a família Dart, o maior credor privado não financeiro do Brasil. Até agora, os Darts não escolheram as opções e as negociações para resolver a questão e que foram conduzidas pelo negociador demissionário da dívida, André Lara Resende, foram infrutíferas (O Globo).