EMPRESÁRIOS ESTÃO OTIMISTAS COM MERCOSUL

A maioria dos empresários brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios acha que será necessária uma mudança de estratégia para se adequar à formação do MERCOSUL. De acordo com pesquisa feita pela Ogilvy & Mather Worldwide, um dos maiores grupos de publicidade e comunicação institucional do mundo, entre dirigentes empresariais dos quatro países, mostra que 89% deles pensam assim. O resultado do levantamento consta da publicação "Listening Post Latinoamericano no. 4". Foram ouvidos 538 empresários representativos de companhias de capital nacional e multinacional de seis segmentos básicos da economia-- 100 da Argentina, 223 do Brasil, 30 do Paraguai e 185 no Uruguai--, sendo 413 de empresas de capital nacional. Os empresários estão otimistas: 69% acham que a integração é a única forma de competir numa economia internacional marcada pela formação de grandes blocos. Por isso, 53% disseram já ter adotado medidas voltadas para o MERCOSUL e 73% têm negócios em alguns dos quatro países. O Brasil não tem a imagem de liderança entre os quatro países. Diante da pergunta "quando se fala em MERCOSUL, em que país pensa de imediato", a maioria (62%) respondeu que é a Argentina. O maior índice de resposta para aquele país (76%) foi entre os empresários brasileiros. O Brasil ficou com 21% da amostra. A Argentina é o país que mais atraiu os empresários para visitas de negócios (62%). Os argentinos são considerados os parceiros mais fechados e seus empresários vistos como os que menos têm atividade em relação aos demais países do MERCOSUL. De acordo com a pesquisa, 67% deles não têm, ainda, negócios com os parceiros. O Uruguai é o que detém a melhor imagem (72% de mensões positivas), seguido do Brasil, com 58%. A imagem do Brasil está relacionada com crise, desordem, caos, corrupção e fome, entre outros atributos negativos, para 19% dos 315 empresários entrevistados da Argentina, Paraguai e Uruguai. Mas é também fortemente associada a negócios: 55% deles apontaram imagem positiva. Para isso usaram argumentos como o potencial de turismo, o tamanho do mercado, o desenvolvimento da indústria automobilística, o grau de tecnologia, a capacidade competitiva e a variedade de negócios (O ESP).