JAPÃO DEVE RECUSAR RECURSOS PARA AMAZÔNIA

O governo japonês considera difícil atender o pedido do governo brasileiro para financiamento do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). Os japoneses não gostaram do "elevado cunho militar" do projeto, além do objetivo declarado de proteção ambiental e de combate ao narcotráfico e contrabando de ouro na região amazônica. O pedido de empréstimo não foi formalizado oficialmente, mas já foi realizada uma consulta informal ao Japão. Os recursos viriam do OECF (Overseas Economic Corporation Fund), um programa japonês destinado a financiar projetos de desenvolvimento econômico e de proteção do meio ambiente. A resposta à sondagem brasileira já foi comunicada aos ministérios militares, o que não agradou aos defensores do Sivam. O financiamento do OECF é tido como o mais vantajoso pelas suas condições: vinte anos de pagamento, cinco de carência e juros de 5%. Os ministros militares passaram a defender a imediata adoção do Sivam depois das manobras de tropas norte-americanas na fronteira do Brasil com a Guiana e do massacre dos índios yanomamis. Os investimentos para implantação do Sivam é estimado em US$1 milhão. Os japoneses avaliam que o principal interesse do governo brasileiro é a defesa militar da região de invasões estrangeiras através da vasta fronteira amazônica, apesar de o projeto informar que a meta é a proteção ambiental e o combate ao narcotráfico e contrabando de ouro (FSP).