ASFALTO RECICLADO PRESERVA AMBIENTE

Menos entulho nos aterros e menor exploração de pedreiras são duas contribuições que a reciclagem de asfalto para recapeamento de estradas e ruas pode dar à ecologia, além de ser cerca de 30% mais econômico do que o asfalto novo. A reciclagem do asfalto já é realidade em algumas estradas do Rio de Janeiro e de São Paulo, graças ao desenvolvimento de um agente rejuvenescedor, que, aplicado ao asfalto antigo, restitui suas propriedades originais. As experiências com o "agente rejuvenescedor" vêm sendo feitas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), há oito anos, em conjunto com o Centro de Pesquisas da PETROBRÁS. A reciclagem consiste no corte e trituração do asfalto e adição do agente rejuvenescedor, que irá rebalancear a mistura. O processo é relativamente simples e pode ser realizado no próprio local de recapeamento ou em uma usina, onde é possível um controle mais adequado da qualidade do produto final. O "agente rejuvenescedor", também um derivado do petróleo, é produzido pela PETROBRÁS, mas ainda apresenta um custo elevado-- cerca de US$33 mil por quilômetro. Por isso, a PETROBRÁS está investindo no desenvolvimento de uma alternativa mais barata, à base de óleo de xisto, em fase de testes (JC).