Estudo realizado pela economista Maria Cecília Prates Rodrigues, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1990, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra as grandes distorções de renda no Brasil. Os 10% da população mais rica de Brasília (DF), por exemplo, ganham, em média, 40,64 salários-mínimos (CR$610,453,00), mais 40% do que os mais ricos de São Paulo. No Piauí, é "bem-sucedido" quem recebe por mês quatro salários-mínimos (CR$60.084,00), enquanto os mais "abonados" ganham CR$175.144,00. O rendimento dos mais pobres, no entanto, é o mais baixo do país: 0,17% do salário-mínimo (CR$2.533,00). O retrato da desigualdade no Brasil, por estado, e em salários-mínimos, é a seguinte: Distrito Federal-- 10% mais ricos (40,64); 20% mais pobres (1,05); São Paulo-- respectivamente 28,07 e 1,07; Rio de Janeiro-- 26,54 e 0,81; Santa Catarina-- 25,24 e 0,92; Goiás-- 25,19 e 0,57; Espírito Santo-- 23,27 e 0,48; Rio Grande do Sul-- 23,12 e 0,77; Mato Grosso do Sul-- 21,28 e 0,60; Paraná-- 20,70 e 0,64; Minas Gerais-- 20,34 e 0,51; Mato Grosso-- 19,74 e 0,78; Bahia-- 17,32 e 0,39; Pernambuco-- 15,82 e 0,45; Paraíba-- 14,83 e 0,22; Rio Grande do Norte-- 14,12 e 0,31; Sergipe-- 12,96 e 0,46; Alagoas-- 12,81 e 0,45; Ceará-- 11,85 e 0,21; Piauí-- 11,66 e 0,17; e Maranhão-- 11,19 e 0,18 (JB).