C.R. ALMEIDA PEDE CONCORDATA

A C.R. Almeida S/A Engenharia e Construções, segunda maior empresa do setor de construção pesada do país, pediu concordata no último dia 29, em Curitiba (PR). O volume de débitos citado pela empresa em seu pedido de moratória é de CR$6,2 bilhões. A empresa é uma das construtoras que estão sendo investigadas pela CPI do Orçamento. A empresa justificou seu pedido de concordata pela existência de um "violento descompasso" entre suas receitas e despesas, agravado a partir do ano passado, quando fechou seu balanço com prejuízo de US$89,5 mil. Com uma carteira de clientes formada, em sua grande maioria, por pessoas jurídicas da administração direta e indireta (União, estados e municípios), a C.R. Almeida aponta a prática permanente de execução de serviços sem a contrapartida dos pagamentos em prazo e formas devidas. Esse mecanismo, segundo a empresa, criou a necessidade constante de renovação de seus débitos, ampliando suas dificuldades de manutenção de investimento operacionais e de capital de risco. O pedido de concordata foi deferido pelo juiz Leonidas Silva Filho, da 2a. Vara da Fazenda Pública, Falências e Concordatas de Curitiba. A Receita Federal tem a receber da C.R. Almeida US$560 milhões, referentes a multas (GM) (FSP).