A CPI do Orçamento já tem provas suficientes para pedir a cassação do deputado João Alves (PPR-BA) por falta de decoro parlamentar. Integrantes da CPI chegaram a essa conclusão depois de examinar os extratos das contas bancárias usadas pelo deputado. Uma lista enviada por Alves ao Banco do Brasil comprova ainda que ele monopolizava as subvenções sociais, repassando grandes quantias ao banco e confundido as pistas de corrupção. A CPI se surpreendeu também com os extratos das contas de duas empregadas de Alves. A CPI tem em seu poder também dois cheques, cada um de US$10 mil, usados para pagar apostas do deputado João Alves. Os cheques, em nome de um modesto funcionário da Câmara dos Deputados, Valcides Araújo Silva-- que ganha CR$30 mil mensais e mora num barraco--, tiveram a assinatura falsificada e o CIC não confere. "Pegamos a primeira conta fantasma de João Alves", disse o deputado Aloízio Mercadante (PT-SP). Valcides trabalha para o deputado Mauro Miranda (PMDB-GO), um dos campeões na aprovação de emendas (JB).