O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) denunciou ontem que nove dos parlamentres envolvidos no escândalo do Orçamento gastaram cerca de US$1 milhão (CR$175 milhões) cada um na campanha eleitoral de 1990. São eles os deputados José Geraldo (PMDB-MG), Ricardo Fiúza (PFL-PE), José Carlos Vasconcellos (PRN-PE), Fábio Raunheitti (PTB-RJ), Saldanha Derzi (PRN-MS), hoje senador; Flávio Derzi (PP-MS), Ézio Ferreira (PFL-AM) e Pedro Irujo (PMDB-BA). O DIAP divulgou também as notas dadas aos deputados por sua atuação durante o Congresso Constituinte em relação aos interesses dos trabalhadores. Saldanha Derzi, Paes Landim (PLF-PI) e José Geraldo receberam nota zero na época, porque negaram qualquer apoio aos pleitos do movimento sindical. O ex-ministro da Ação Social e relator da Comissão Mista de Orçamento em 1991, Ricardo Fiúza, e o deputado Ézio Ferreira ficaram com 0,25 por tentar "diminuir a influência da esquerda na votação dos direitos sociais e da ordem econômica". Outro levantamento do DIAP antecipa as posições dos parlamentares na revisão da Constituição. Fiúza, por exemplo, é favorável à progressividade dos impostos e à regionalização do salário-mínimo (O Globo).