As Federações de Indústrias do MERCOSUL decidiram formar um grupo de trabalho, com seis delegados de cada Organização, com o objetivo de pressionar os governos em favor de uma pausa no processo de implantação do Mercado Comum do Cone Sul. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Câmara de Indústrias do Uruguai (CIU), Cesar Rodriguez Garcia, para quem a pausa seria utilizada para definir claramente as regras do mercado comum, após terminar o atual período de transição. Para avançar, "é imprescindível ajustar a macroeconomia e suas assimetrias", argumentou Garcia ao anunciar a ação conjunta das organizações industriais. As delegações se reunirão tão logo estejam formadas, para elaborar um documento, propondo alterações concretas no processo de integração aos governos. A "pausa tem que ser obedecida pelos quatro países, porque não podemos permitir o risco de que os setores privados tenham de competir em condições desiguais", afirmou Garcia. Um aspecto que os industriais consideram "fundamental" é que os quatro governos analisem se será possível chegar a 1995 com um mercado comum, uma união aduaneira ou uma zona de livre comércio. "Parece-nos pouco sério que a 14 meses da entrada em vigor, ainda não saibamos o que será" exatamente o MERCOSUL, criticou Jacinto Muxi, presidente da Divisão de Comércio Exterior da CIU (JC).