O presidente Itamar Franco só deverá fazer a reforma ministerial em janeiro de 1994. Ele vai aguardar os resultados da CPI do Orçamento e realizar as mudanças de uma só vez. Ficariam três ministros: Fernando Henrique Cardoso (Fazenda), Antônio Britto (Previdência Social) e Walter Barelli (Trabalho). Os ministérios da Integração Regional e Bem-Estar Social seriam extintos. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, defendeu a criação de um núcleo de poder no governo federal, que atuaria a partir do presidente Itamar Franco, para superar a perplexidade e a paralisia provocadas no Executivo e no Congresso Nacional pelo escândalo do Orçamento. Segundo ele, só há uma saída para o governo vencer a crise: governar. Além dos ministros da área econômica, Fernando Henrique diz que deveriam participar do núcleo de poder os ministros dos setores considerados estratégicos. Ele, porém, não quis especificar quais, alegando que isso cabe ao presidente da República. O ministro também defendeu uma reforma ministerial já em dezembro, e não em abril de 94, quando os que disputarão as eleições terão de se desincompatibilizar (O ESP) (O Globo).