Um golpe de US$500 milhões no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi descoberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no início deste ano e envolve dois ex-ministros do então Ministério da Ação Social (Ricardo Fiúza e Margarida Procópio), o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Álvaro Mendonça, e mais 20 políticos-- todos ligados à máfia do Orçamento-- numa rede de corrupção para beneficiar cerca de 50 empreiteiras. Relatório do perito Jorge Ribeiro Soares denuncia a contratação de serviços para a construção de 495.035 unidades habitacionais, entre 1990 e 1992, com preços superfaturados em até 42%. Segundo o relatório, 241.702 casas tiveram as obras paralisadas ou estão semi-acabadas. O TCU pede que Fiúza e Álvaro Mendonça sejam processados por crime contra a administração pública. "Havia a predisposição do ministro e do presidente da CEF em aplicar este golpe no FGTS", diz o perito no documento (O Globo).