JOÃO ALVES APOSTAVA COM CHEQUES DE TERCEIROS

Dossiê preparado pela Caixa Econômica Federal (CEF) mostra que o deputado João Alves (PPR-BA) usava cheques de outras pessoas para encobrir suas apostas na loteria. Os documentos encaminhados à CPI do Orçamento revelam que as apostas de Alves foram pagas com cheques de cerca de 15 pessoas diferentes. O objetivo seria disfarçar o grande volume de apostas feitas para "lavar" dinheiro. O dossiê da CEF inclui cópias de cheques nominais de João Alves ao ex-assessor José Carlos Alves dos Santos. O economista e ex-assessor do Congresso Nacional José Carlos tem uma lista de seis novos nomes de parlamentares envolvidos nas irregularidades do Orçamento. José Carlos revelou que a relação será entregue à CPI, quando a comissão requisitar. Entre os deputados estão Amaral Netto (PPR- RJ), João Carlos Bacelar (PSC-BA) e Félix Mendonça (PTB-BA). O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), foi acusado por José Carlos de tramar, junto com João Alves e Cid Carvalho (PMDB-MA), a queda do chefe da assessoria de Orçamento da Câmara, Roberval de Jesus. José Roberto Nasser, amigo de João Alves, assumiu o posto. José Carlos disse que Alves falou várias vezes sobre dinheiro entregue a Ibsen (FSP).