Cresce na assessoria do presidente Itamar Franco a idéia de antecipar de abril de 1994 para o próximo mês a renúncia coletiva do Ministério, abrindo caminho para a reestruturação do governo Itamar em seu segundo e último ano. Da atual equipe, ficariam Fernando Henrique Cardoso (Fazenda), Antônio Britto (Previdência Social), Walter Barelli (Trabalho), Celso Amorim (Relações Exteriores), e mais os ministros militares. Com a renúncia coletiva, Itamar Franco aproveitaria ainda para extinguir os ministérios da Integração Regional e do Bem-Estar Social, pastas que ultimamente estiveram sob suspeita de constantes irregularidades na distribuição de verbas. Dos dois ministros de Itamar citados no escândalo do Orçamento, um já pediu demissão: Henrique Hargreaves, chefe da Casa Civil e amigo pessoal do presidente, entregou ontem o cargo. Alexandre Costa, da Integração Regional, instruído pelo ex-presidente José Sarney, insiste em ficar (JB).