O vice-presidente da empreiteira Tratex, Elos José Noli, admitiu ontem que muitas vezes as construtoras redigem emendas ao Orçamento da União e procuram um parlamentar para assiná-las. Ele não acha ilegal o hábito, desde que as emendas destinem recursos para obras prioritárias. A Tratex é uma das empreiteiras que tiveram o sigilo bancário e fiscal quebrado pela CPI do Orçamento. No governo Collor de Mello, Noli atuou como contato do "esquema PC" na Tratex e pagou US$293 mil em propinas a Paulo César Farias. "A imagem do empreiteiro hoje é de bandido", reconheceu (O ESP).