SAÚDE GASTA CR$2,7 BILHÕES EM PASSAGENS AÉREAS

O Ministério da Saúde não tem dinheiro para pagar os hospitais, mas gastou US$16,2 milhões (CR$2,7 bilhões pelo câmbio comercial) na emissão de 21.778 passagens aéreas somente entre os meses de janeiro a setembro deste ano, de acordo com levantamento realizado pela Secretaria Executiva. Em média, foram emitidos 109 bilhetes diariamente, a um custo diário de US$82 mil (CR$14 milhões). Os recursos despendidos com as viagens de funcionários poderiam garantir a internação e tratamento de 55 mil crianças vítimas de sarampo. No mesmo período, o Ministério pagou 47.737 diárias, com um total de gasto por mês de US$221 mil (CR$37 milhões). "É uma total falta de racionalidade", afirma o atual secretário-executivo adjunto, João Geraldo Martinelli. Há um mês, o presidente Itamar Franco proibiu as viagens para o exterior na administração pública federal. O ministro da Saúde, Henrique Santillo assinará nos próximos dias uma portaria determinando a redução em dois terços com passagens aéreas e diárias do Ministério e de suas fundações. Se o nível de emissão de passagens continuasse o mesmo, até o final do ano o orçamento para saúde teria menos US$21 milhões (CR$3,5 bilhões), a serem gastos na aquisição de 29 mil bilhetes este ano. Com o corte previsto nas despesas, a economia estimada é de US$1 milhão mensal (CR$171 milhões) (O ESP).