EMPRESÁRIO PROPÕE A AMPLIAÇÃO DO MERCOSUL

O MERCOSUL "deveria ser ampliado a mais nações latino-americanas", diante da tendência mundial de "formação de blocos por proximidade geográfica", afirmou, ontem, o diretor da Associação de Fábricas de Automotores da Argentina, Mario Dasso. O dirigente empresarial enfatizou que a integração regional do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina "é indispensável e inevitável", mas que não se pode ignorar o fenômeno de aproximação exclusiva de grandes grupos, como o NAFTA, a CEE e o Japão, este último com influência em toda a Ásia. Quanto ao processo do MERCOSUL, dificultado por "suas dramáticas assimetrias" nos setores cambial, de impostos e tarifário, Passo enfatizou que a indústria automotiva tomou a dianteira há tempos, recordando que, nesse sentido, os dois sócios principais, Brasil e Argentina, iniciaram sua integração desde 1987, com o Protocolo 21, firmado pelos então presidentes José Sarney e Raul Alfonsín. Essa política teve continuidade nos governos posteriores e, por isso,
76470 estamos muito avançados no setor, a tal ponto que nos encaminhamos para o
76470 ideal de produzir de forma especializada, acrescentou, assegurando que o nível de intercâmbio automotor entre as duas nações atingirá este ano US$1,5 bilhão (JC).