PIANISTA USAVA "FANTASMA" NA CAMPANHA DE MALUF

O empresário e pianista João Carlos Martins admitiu ontem à Polícia Federal ter criado um fantasma para operar a contabilidade da empresa Paubrasil referente às verbas supostamente destinadas ao prefeito de São Paulo (SP), Paulo Maluf (PPR), nas eleições do ano passado. Martins explicou que o nome Joacir, lançado diversas vezes no "caderno único de campanha" apreendido pela Receita Federal, era uma espécie de senha para registrar retiradas de dinheiro em benefício de pessoas provavelmente envolvidas com a campanha. João Carlos Martins admitiu também que praticou crime de sonegação fiscal. "Minha desorganização pode resultar em multa por sonegação, cujo valor ainda não foi calculado pela Receita Federal", afirmou. A Paubrasil é acusada de sonegar impostos e de coordenar um esquema de arrecadação de recursos para as campanhas eleitorais de Paulo Maluf em 1990 e 1992. O pianista, no entanto, nada respondeu sobre a suposta participação da empresa nas campanhas de Maluf (O ESP) (FSP).