O Brasil bateu recorde na captação de recursos externos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) em uma década. O ciclo de emissões de bônus, notas e commercial papers, desencadeado em 1991, eleva a US$17 bilhões o saldo da poupança externa que está ajudando o país a recuperar sua economia. Abandonando o perfil do tradicional crédito bancário dos anos 70, a nova poupança-- equivalente à metade da dívida externa em renegociação com os credores privados nas condições do Plano Brady-- corresponde a 4% do PIB. Esta relação é a mais elevada desde 1982 e muito expressiva, considerando que em 1984 a poupança externa sobre o PIB caiu a zero (O ESP).