O governo dos EUA iniciou ontem ofensiva para conseguir maior abertura dos mercados financeiros do Brasil e de outros países da América Latina, do Japão e dos tigres da Ásia, para operações de bancos, empresas de seguro e outros serviços financeiros. No mês que vem, o secretário-adjunto para assuntos internacionais do Tesouro, Jeffrey Shafer, irá a Brasília (DF) e a outras capitais da região para pedir aos governos maior acesso a seus mercados por parte dos bancos e outras empresas financeiras norte-americanas. Os países que não atenderem o pedido sofrerão restrição para ampliar operações de bancos e empresas financeiras que funcionam nos EUA e para obter benefícios das mudanças que o Tesouro introduzirá nos próximos meses na arcaica estrutura bancária norte-americana, para torná-la nacional. Há três bancos norte-americanos no Brasil-- Citibank, Chase Manhattan e Bank of Boston-- e mais de uma dúzia de agências ou subsidiárias de bancos brasileiros nos EUA, a maioria autorizada a operar apenas no Estado de Nova Iorque. O argumento usado por sucessivos governos para responder a investidas de Washington por maior acesso tem sido que os bancos norte- americanos operam nacionalmente no Brasil, enquanto as agências brasileiras nos EUA atuam localmente, porque o sistema bancário do país é estadual e não permite que um banco registrado num estado opere em outro (O ESP).