PROPOSTA PARA TRANSFORMAR FGTS EM MOEDA DE PRIVATIZAÇÃO

A proposta do ministro do Trabalho, Walter Barelli, de transformar a dívida do governo federal com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em moeda de privatização foi recebida ontem com reservas pelas duas principais centrais sindicais do país-- Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical. Ambas preferem que o débito total com o FGTS, que atinge a marca de US$27 bilhões, incluindo estados e municípios, seja pago em dinheiro. Pela proposta do ministro, o trabalhador individualmente poderia usar seus recursos no FGTS para comprar ações ou, o que considera mais interessante, o conselho curador do FGTS, composto por representantes do governo, empresários e trabalhadores, poderia adquirir parcelas ou o controle de empresas estatais em processo de privatização, e com isso, conquistar maior rentabilidade. É a oportunidade de transformar o FGTS no maior fundo de capitalização do país, além de receber a dívida social do governo, defendeu Barelli (GM).