MERCOSUL EVITOU AGRAVAMENTO DA RECESSÃO

A implementação do MERCOSUL evitou o agravamento da recessão econômica
76323 que o país atravessa, possibilitando um aumento na produção das
76323 indústrias direcionadas à exportação. A afirmação foi feita ontem, durante o 2o. Encontro Nacional de Relações Internacionais, no Rio de Janeiro (RJ), pelo ex-diretor-geral da CACEX (Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil), Roberto Fendt, que vê o MERCOSUL como um meio de aprendizado para as empresas brasileiras no comércio internacional, mas não como um fim em si mesmo. Segundo ele, o futuro do MERCOSUL passa por uma união com o NAFTA. Roberto Fendt afirmou que sem a movimentação de capital estimulada pela criação do MERCOSUL, a crise econômica brasileira estaria castigando bem mais duramente a população. Segundo ele, o maior crescimento registrado nas exportações do Brasil foi para os países da América Latina, enquanto os mercados norte-americano e europeu se retraíram para os produtos nacionais. Apesar de acreditar na relevância do processo de integração, Fendt salientou que o MERCOSUL é mais importante e tem maior peso econômico para os outros parceiros-- Uruguai, Paraguai e Argentina-- do que para o Brasil. "O mercado brasileiro é maior do que a economia dos outros três países somados", disse. De acordo com Fendt, a vantagem do Brasil está no parque industrial mais avançado, o que possibilita a exportação de produtos manufaturados para o resto do continente, mais atrasado neste setor e tipicamente agrário. Fendt ressaltou que o MERCOSUL não é um processo definitivo e que deverá sofrer mudanças ao longo do tempo. Para ele, a união do MERCOSUL com o NAFTA é inevitável, pois o mercado regional é pequeno, comparado com a economia global (JC).