AGÊNCIA ANTIDROGAS DOS EUA ATUA ILEGALMENTE NO PAÍS

Segundo as informações, a Drug Enforcement Administration (DEA), apêndice do Departamento de Justiça dos EUA, no Brasil, com sede na embaixada norte-americana, em Brasília (DF), está atuando ilegalmente no país. Para obter informações que levem a desbaratar quadrilhas de drogas, a DEA vem arregimentando e pagando agentes, o que não é permitido pelos convênios assinados com o governo brasileiro e com a Polícia Federal. Ivan Hector Azocar Plaza, ex-policial chileno de 47 anos, está cobrando da agência norte-americana US$50 mil por "serviços prestados" na Amazônia, onde "entregou" traficantes de cocaína para a DEA. "Ele é um louco, pagamos a ele muito mais do que devíamos e do que pagamos a outros que nos trazem boas informações", disse o agente da DEA em Brasília, David Peterson. Segundo o assessor de Comunicação Social da PF, Paulo Marra, "a atuação da DEA aqui está restrita aos termos do acordo de operacionalidade". "Na verdade, desconhecemos que eles façam isso", afirmou. De acordo com Ivan Hector, na lista do Corpo Diplomático da embaixada dos EUA em Brasília eles aparecem com a função de "adido adjunto", mas na verdade são agentes da DEA que trabalham no Brasil. São eles: Ernesto Brathwaite, David Peterson, Teryl Anderson e John Yung (JB).