Depois de um ano investigando o Hemocentro Oficial de Alagoas (Hemoal), o promotor Luiz Barbosa Carnaúba denunciou ontem o comércio clandestino e ilegal de sangue doado pela população. Para fundamentar a denúncia, ele apresentou um cópia da nota fiscal de número 11.672, emitida pela multinacional Hoechst, comprovando o pagamento de plasma humano fornecido pela Fundação Governador Lamenha Filho, instituição de saúde pública que controla a administração do Hemoal. A Constituição é muito clara no seu artigo 199, parágrafo 4o., ao
76274 proibir qualquer tipo de transação com sangue ou seus derivados. Há seis
76274 meses estávamos tentando flagrar a saída de parte do sangue coletado dos
76274 alagoanos. O sangue sai pelo aeroporto de Maceió pelo menos uma vez por
76274 semana, em quantidade que ainda não podemos precisar, denunciou o promotor. O promotor afirmou que a denúncia chegou até o Ministério Público através dos próprios funcionários do Hemoal. O principal suspeito é o ex-diretor Brancildes Júnior, um aliado do ex-presidente Fernando Collor que há três dias assumiu a Superintendência da Fundação Nacional de Saúde no estado (O Globo).