O juiz Núncio Theóphilo Neto, da 1a. Vara Cível do Fórum de Barueri (SP), decretou ontem a falência das empresas do grupo ENGESA. A falência foi decretada em função da paralisação da produção da empresa e das dívidas com os credores-- concordatária desde 1990, a ENGESA deve hoje cerca de US$507 milhões. Uma comissão composta por sindicalistas, funcionários da empresa e pela prefeita de São José dos Campos (SP), Angela Guadagnin (PT) vai se reunir hoje com o síndico da concordata, Eliezer Trindade, para discutir a possibilidade de absorção dos funcionários. A Coopergesa (Cooperativa dos Funcionários da ENGESA) está dissolvida. As negociações trabalhistas serão feitas diretamente com o síndico. Desde o último dia 17, a fábrica de blindados da ENGESA em São José dos Campos foi ocupada, a pedido do presidente da empresa, Luiz Carlos Withaker Ribeiro, por tropas de choque e soldados da Polícia Militar (FSP).