Os trabalhos da reforma constitucional estão suspensos. Apesar de não haver uma decisão formal a esse respeito, as principais lideranças do Congresso Nacional concordam em que não há clima político para continuar a revisão enquanto não forem esclarecidas as acusações de que existe um esquema de manipulação do Orçamento da União que envolve líderes de partidos e o presidente do Congresso Revisor, senador Humberto Lucena (PMDB-PB). A gravidade das acusações feitas pelo ex-diretor de Orçamento José Carlos Alves dos Santos paralisou os parlamentares. Hoje, os líderes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal se reúnem para decidir se a revisão continuará ou não. O vice-presidente do Congresso Revisor, deputado Adylson Motta (PPR-RS), tentou abrir a sessão às 14h para discutir o regimento. Não houve quórum. "Enquanto não encontrarmos uma solução para esta crise, vai ser isso", disse. O líder do governo no Senado Federal, Pedro Simon (PMDB-RS), é favorável à suspensão dos trabalhos do Congresso Revisor, pelo menos até a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as acusações. "Até lá tudo vai ficar parado, inclusive a revisão", afirmou. Os líderes dos partidos contrários à reforma estão se movimentando para convencer os demais a votarem um projeto de resolução revogando o que instalou a revisão. O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Barbosa Lima Sobrinho, também propôs a paralisação imediata da revisão até que o Congresso apure as denúncias de José Carlos Alves dos Santos (O ESP) (FSP).