De agora até o final da década, estarão em pauta na América Latina os
76247 investimentos sociais, teremos uma agenda social. E será assim não porque
76247 queiramos, mas porque muitos governos da área já tomaram consciência
76247 dessa necessidade. Será como uma segunda geração de reformas, que se
76247 seguirá ao processo de reestruturação das economias nos últimos anos, afirmou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, ao apresentar, em Washington (EUA), ontem, o relatório anual da instituição relativo a 1992, cujo tema central são os recursos humanos. Iglesias fez um balanço positivo do comportamento da América Latina em 1992 e este ano, destacando a continuação da dinâmica de crescimento econômico e do forte ingresso de capitais (US$60 bilhões em 1992, US$50 bilhões previstos para este ano), a consolidação do processo de estabilização e de reformas e o aumento do níveis de investimentos. O presidente do BID afirmou que o crescimento econômico previsto para o Brasil, de 5% este ano, contribuirá para elevar de menos de 3% em 1992 para mais de 3,5% a taxa de crescimento da região. Sobre o Brasil, afirmou que está "esperançoso e confiante nos grandes esforços" que o governo vem fazendo na área fiscal. Entre os investimentos sociais, o BID enfatiza os que deverão ser feitos na área da educação, como forma de aumentar a eficácia da economia, a produtividade e a justiça social. Embora os países da região tenham investido surpreendentemente bastante em educação em décadas anteriores à de 80, os setores de ensino beneficiados não foram o primário e o secundário, e sim as universidades. Os países da América Latina que quiserem consolidar seu crescimento nesta década deverão valorizar a educação de nível secundário, onde estão investindo os países que mais crescem, os do Sudeste da Ásia (JB).