Testado em portadores do vírus HIV, o SB-73 é a primeira droga brasileira a obter pré-aprovação para novas experiências da Food and Drug Administration (FDA)-- o rigoroso instituto norte-americano controlador de remédios e alimentos. O medicamento foi desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento de Compostos com Atividade Biológica (Cedecab), em Birigui (SP), e analisado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A droga, conforme o especialista Nelson Durán, age de forma reguladora do sistema imunológico, estimulando a produção de linfócito T e protegendo o organismo contra o ataque de invasores. "O SB-73 não mata o vírus, mas evita que ele se multiplique", explica. O primeiro sinal verde do FDA vai permitir à equipe entrar com um pedido de estudo da droga no território norte-americano até o final deste ano. Após uma investigação detalhada do instituto será possível a produção e venda do remédio. Desenvolvida a partir de um fungo, o pó branco é de aplicação intra- muscular e foi testado inicialmente para o tratamento de parvovirose, doença que ataca cães. Estudos posteriores em ratos, camundongos e macacos revelaram que o SB-73 possibilita também o aumento da hemoglobina, não afeta a medula, com toxicidade praticamente nula, mas seu funcionamento ainda é desconhecido. Uma hipótese que está sendo considerada é de que o magnésio encontrado na droga seja o precursor dos efeitos benéficos, segundo Durán (O ESP).